Treinamento de Evangelismo Pessoal

Este treinamento é firmado na Palavra de Deus e foi preparado pela Caravana do Arrependimento. Fizemos uma seleção com os textos mais importantes e temos certeza que será um grande desafio para ganharmos almas para o Senhor.

1ª PARTE – QUESTÕES INICIAIS

PRIMEIRA QUESTÃO: Evangelizar é realmente difícil?

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9.16)

Difícil, mesmo, para um cristão será ter que encarar o que está em Ezequiel 3.18:

“Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei”. (Ezequiel 3.18)

PENSE NISSO: Evangelizar não é difícil. Difícil será ter que prestar contas de todas as nossas omissões conforme                                     Ezequiel 3:18.

SEGUNDA QUESTÃO: Por que, então, a maioria dos crentes não evangeliza?

Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto                            em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, até aos confins da terra.”                                            (Atos 1.8)

O poder do Espírito Santo não foi apenas a única ferramenta outorgada por Jesus à igreja; foi a única que, de fato, ela precisava. Jesus não só nos deixou uma ordem (“ide”) como também nos municiou de tudo que precisávamos para cumpri-la: o pleno e suficiente revestimento do Espírito Santo (Atos 1.8)

A MAIORIA DOS CRENTES NÃO EVANGELIZA PORQUE NÃO POSSUEM

UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO.

2ª PARTE – O QUE DIZER NO EVANGELISMO PESSOAL?

Não há salvação sem arrependimento; não há arrependimento sem convicção de pecado; e não há convicção de pecado sem o confronto com a Lei de Deus.

A Editora Elim produz folhetos com mensagens claras sobre a salvação, mostrando a necessidade do arrependimento e fé em Jesus Cristo.

Folehto com a parábola de Jesus, um homem rico. O que aconteceria com sua alma?
Nesse folheto Jesus conta a parábola de um homem que tivera uma grande colheita. Mas, de repente, sua vida foi interrompida. O que aconteceria com sua alma?

 NÃO HÁ SALVAÇÃO SEM ARREPENDIMENTO

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”. (Atos 3.19)

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte”. (II Co 7.10)

“…Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam.” (Atos 17.29-30) “E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”. (Atos 11.18)

 

Se o próprio Senhor Jesus ordenou que o arrependimento fosse pregado a todas as nações (Lucas 24.47), por que será que a palavra “arrependimento” aparece tão raramente no discurso evangelístico moderno?

 

  • “Estamos omitindo palavras que podem ofender, tais como ‘arrependimento’ e ‘inferno’, para fazer com que a mensagem seja mais aceitável, ou será que nós mesmos estamos nos tornando aceitáveis para um mundo que odeia Deus?” (Ray Comfort)

Treinamento para evangelismo, sem arrependimento não há salvação.

 NÃO HÁ ARREPENDIMENTO SEM CONVICÇÃO DE PECADO

A mensagem “Jesus morreu na cruz por você” ou “Jesus te ama”, por si só, não tem o efeito de gerar arrependimento. É como dizer a uma pessoa que não se percebe como doente que alguém vendeu tudo o que tinha para lhe providenciar a cura.

A não ser que a pessoa se convença de que está mortalmente doente, achará tal sacrifício uma loucura e, ainda, ficará ofendida pela alegação de que está doente, sendo que ela pensa que não está. “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem (…)”. I Coríntios 1.18a

Grande contradição: O QUE O HOMEM DIZ: “Eu sou bom!” X O QUE A BÍBLIA DIZ DO HOMEM: “Não há ninguém justo ou bom”. (Salmos 14.1-3, Romanos 3.23, Isaías 64.6 etc).

  • “A prova derradeira de que alguém é pecador é que ele não conhece seu próprio pecado. Nosso trabalho é fazer com que ele o veja”. (Martinho Lutero) …
  • “Os homens têm de ser trazidos ao conhecimento de si mesmos, antes de se renderem a Deus. Os homens estão caídos de tal maneira, que temos de remover deles toda esperança na carne, antes de serem trazidos a Deus. Isso é importante em tudo, mas é especialmente importante na evangelização”. (Paul Washer)

Se tivermos a habilidade de mostrar àquela pessoa os sintomas visíveis e invisíveis de sua doença, e ela tiver a nítida convicção de que está enferma para a morte, aí então a notícia de que alguém a amou tanto que lhe providenciou a única cura possível não será mais uma tolice nem uma ofensa; mas, será, de fato, uma boa notícia.

Somente quando um pecador consegue se enxergar sob perspectiva e começa a sentir nojo das bolotas do pecado que tem desejado comer; somente quando, enfim, percebe o seu estado de podridão, decaimento moral e afastamento de Deus, é que terá condições de se quebrantar em arrependimento a ponto de dizer “pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15.18).

Esse é um exemplo de verdadeiro arrependimento. Nesse caso, a mensagem do Evangelho não será loucura nem ofensa, mas será o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (I Coríntios 1.16, 18).

“Todo homem sabe que tem pecado, mas nem todos estão convictos da culpa e do mal causados pelo pecado. Contudo, sem isso, o homem não pode perceber o método de salvação do evangelho. Abaixo a pregação insossa e monótona do amor de Jesus que não tem discernimento de santidade ou moralidade”. Charles Finney

O arrependimento vindo através da Palavra de Deus.

 NÃO HÁ CONVICÇÃO DE PECADO SEM O CONFRONTO COM A SANTA LEI DE DEUS

“Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado”. (Romanos 3.19-20) …

“A única maneira de sabermos se estamos pecando é conhecer a Lei moral de Deus”. (Jonathan Edwards) …

“O problema das pessoas que não estão buscando o Salvador nem a salvação é que elas não entendem a natureza do pecado. É função peculiar da Lei trazer tal compreensão à mente e à consciência do homem”. (Martyn Lloyd-Jones)

“Outrora eu vivia sem a Lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado (Rm 7.9). Assim ocorre também com os que se fiam que suas “boas” obras fazem deles pessoas justas, e com os orgulhosos descrentes. Por não conhecerem a Lei de Deus, que está apontada em sua direção, é impossível que conheçam o seu pecado. Se conhecessem a Lei, também conheceriam o seu pecado; e o pecado para o qual agora estão mortos se tornaria vivo neles”. (Martinho Lutero) …

  • “É um erro terrível mostrar certas passagens que tratam de outros assuntos a um homem que ainda não está plenamente convencido de seu pecado. Ele precisa da Lei… Não lhe ofereça a consolação do evangelho até que ele veja e saiba que é culpado diante de Deus”. (D. L. Moody). …

“Para que o evangelismo seja efetivo, pregue 90% Lei e 10% graça.” (John Wesley).

“Não podemos chegar a Cristo a fim de sermos justificados até que, literalmente, tenhamos ido a Moisés para sermos condenados”. (John Stott)

“De maneira que a lei nos serviu de tutor, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados”. (Gálatas 3.24)

A cruz de Cristo e seu amor pelo pecador perdido.

3ª PARTE – COMO RESSALTAR A GRAÇA?

“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”. (Romanos 5.20) É um grave erro dizer que uma ênfase evangelística sobre a Lei e o pecado ofusca a graça de Deus. Pelo contrário: é o destaque do pecado que faz sobressair ainda mais a graça (Romanos 5.20), assim como é a negritude da noite que faz ressaltar o brilho das estrelas.

Jesus ensinou sobre isso na casa de Simão (Lucas 7.36- 48), ao dizer, a respeito da mulher pecadora que o adorava de forma humilde e intensa, que “os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama” (v. 47).

Compreender qual era o tamanho real da dívida (Salmos 130.3) e qual era sua consequência (Romanos 6.23), assim como reconhecer a incapacidade absoluta de quitá-la (Marcos 8.37), é que torna o perdão dessa dívida tão maravilhoso e, também, é o que glorifica ainda mais o perdoador.

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Romanos 5.8)

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